(via sobrasaudade)
“Qual a sua comida favorita?”
— Bia, que foi? — Ele pergunta baixinho no meu ouvido.
— Nada Dan, nada… — Respondo.
— vem cá. — Ele me puxa e me abraca bem forte. Me da beijinhos no pescoço, e para na minha boca. — Bia, pode falar.
— Aquelas secretarias do seu serviço, eu fico com… — me afasto um pouco e abaixo os olhos.— ciúmes.
— Bianca, deixa de ser lerda. — Ele sorri e joga meu cabelo para o lado.
— lerda porque?
— Por ficar com ciúmes.
— Ah, mas você pode ter ciúmes né?
— É, mas eu tenho só do teu ex, enquanto você tem de todas garotas do planeta. — ele começa a rir. — Se bobear, você tem ciúmes até de você mesma.
— não é assim tambem né Dan… — Dou um risinho fraco.
— Então é como? — Pergunta ele.
— Ciúmes basico.
— Você, com ciumes basico? Ahan. — diz ele rindo. Ele tinha razão. Não existe ciúmes “basico”. Não comigo. Nem com ninguém. Ele me beija na testa e dou um sorrisinho. —Bia, qual a sua comida favorita?
— Japonesa — sorrio. — Porque?
— Ah, é que eu vou levar uma secretaria para jantar, e queria uma sugestão de comida. — Eu fecho a cara e viro de lado. Ele começa a rir da minha atitude. — Ei Bianquinha, eu tava brincando. — ele sorri e me beija na bochecha.
— que engraçado. — finjo rir. — e a sua Daniel?
— a minha o que? Secretaria? — ele sorri.
— não, idiota. Comida favorita.
— você. — ele vê meu sorriso aparecer em meus lábios e seus olhos se iluminam.
— não sou uma comida. — digo.
— quer ouvir um clichê ridículo? — ele sorri. — não é comida, mas é bem gostosa.
—- Nossa Daniel — começo a rir sem parar — você esta cada dia pior.
— Culpa sua. — ele diz.
— Sempre é. — ele pega minha mão enquanto digo isso.
— Culpa sua eu ter me apaixonado por você. — ele sorri com minha mão em seu coração.
— Esta ai uma coisa de que nunca vou me arrepender.— eu sentia minhas bochechas coradas, Daniel as percebeu tambem e sorri.
— você fica linda com essas bochechas coradinhas. — Ele diz para mim. Mudo de assunto para despista-las.
— coitado de você, nunca vai comer sua comida favorita. — digo.
— não é?
— não. — respondo com um sorriso perverso. Ele passa a mão em meu rosto e a desce ate minha barriga.
— Nem um pouco? — Suspiro e o respondo com um balancar negativo de cabeça. Ele então me pega no colo.
— Onde vai me levar Daniel?
— já que eu não posso comer minha comida favorita, vamos comer a sua. — dou um soco de leve em seu peito.
— Ei, eu menti. — Digo sorrindo em seus braços.
— Mentiu é? — Ele me coloca no chão. Passo o braço em volta do seu pescoço e vou até o seu ouvido.
— num conta para ninguém não, mas minha comida favorita é você também.
— quer experimentar um pouco da sua comida favorita?
— agora.
(via sobrasaudade)